Skalybhur’s Weblog

Aprendendo e partilhando

Wagner Borges

         

YEMANJÁ

Enquanto eu esperava o editor de uma revista para uma entrevista aqui em casa, fiz um café e coloquei um cd do Jethro Tull para tocar. (1) Sentei-me no sofá do quarto e li o encarte do cd, enquanto tomava o cafézinho. Lá fora, a tarde quente e ensolarada de São Paulo. Pensei na riqueza de tanta luz solar que temos aqui no Brasil. Repentinamente, percebi alguém à minha frente no quarto. Fechei os olhos para perceber melhor aquela presença espiritual pela tela mental do chacra frontal. Era uma mulher morena belíssima vestida com um longo vestido branco e descalça. Sua presença emanava suaves ondas de amor e majestosidade. Ela estendeu suas mãos e saudou-me sorrindo.Que mulher maravilhosa!Em minha mente e em meu peito, ao mesmo tempo, um sussurro feminino dizia: Yemanjá… Yemanjá… Yemanjá…Pensei: “Caramba! Essa é Yemanjá, a Rainha do mar tão cultuada na Umbanda aqui no Brasil. E que energia fantástica!”Então, ela aproximou-se, e com o dedo indicador de sua paramão direita (2) tocou em minha testa, um pouco acima do chacra frontal. (3)No mesmo instante, entrei num estado alterado da consciência. Surgiu uma esfera de luz violeta em minha tela mental. À medida que ela se expandia dentro do chacra frontal, surgiam várias imagens do plano espiritual e o rosto de vários seres espirituais elevados vibrando naquela mesma sintonia.Um perfume de mulher invadiu o quarto e senti muito carinho envolvendo-me por inteiro. Abri os olhos e ela estava dançando na minha frente. Ela sorriu de forma matreira. Sua dança lembrava as danças ciganas.Em dado momento, ela começou a mudar a aparência do seu corpo espiritual (psicossoma, corpo astral, perispírito, corpo sutil, corpo de luz) e transformou-se numa cigana. Em seguida, numa mulher hindu. Depois, numa mulher árabe.E em frações de segundo ela tomava a forma de mulheres de todas as raças.

Até que ela tornou o seu corpo espiritual num corpo de luz, e depois num foco luminoso multicolorido. Enquanto isso, eu olhava tudo aquilo maravilhado pela surpresa de estar vendo algo assim enquanto apenas tomava um cafézinho e escutava um cd de uma banda querida.

Pouco depois, ela voltou a forma de Yemanjá novamente e disse-me mentalmente:

“EU SOU a energia de todas as mulheres.
EU SOU a fragrância que inspira os corações femininos na jornada pela existência.
EU SOU a guardiã dos mistérios da fertilidade e do amor.
EU SOU a protetora espiritual dos que são fiéis aos votos espirituais de fazer o bem e de seguir conscientemente na seara da Espiritualidade.
EU SOU Aquela que dissolve os malefícios com o poder das águas primordiais.
EU SOU aquela que inspira as danças sagradas de todas as mulheres.
EU SOU aquela que acalenta o coração feminino.
EU ESTOU no leite de seus seios e na boca de seus filhos.
EU ESTOU abraçada com seus parceiros.
EU SOU todas as mulheres, seus desejos, seus sentimentos, suas dores e seus sonhos.
EU SOU terna, dinâmica, ativa, passiva, empreendedora, romântica, sábia, trabalhadora, mãe, amiga, esposa, amante… Mulher total e incondicional!
Personifico as mulheres sagradas de todos os templos e povos.
Aqui no Brasil gosto de manifestar-me como Yemanjá, a Mãe das águas. Preste atenção na sonoridade desse nome, pois trata-se de um mantra originado nos povos antigos do Oriente. (4) Yemanjá significa espiritualmente o poder de dissolução das emoções pegajosas. Significa o fluir das águas da felicidade que dissolvem as dores causadas pelas emoções pesadas.
Yemanjá também é dança, alegria e sorrisos. É celebração de vida, é abraço de Mãe, é ternura de mulher, é perfume de bem-aventurança, é inspiração espiritual nos trabalhos de desobsessão e de pulverização das energias pesadas.
Yemanjá, a Rainha do mar, que não gosta de ver as pessoas tristes por causa das emoções daninhas. A Senhora das águas, que orienta a todos para que sejam felizes e celebrem a vida.
Diga a todos que não vale a pena ser infeliz por causa de amores que se vão, pois enquanto permanecer a tristeza, não haverá celebração. E a vida é sagrada! Precisa ser celebrada! E a vida é maior do qualquer um que partir.
Pense no fluir das águas… na dança… no sorriso… na luz de Yemanjá!”

Depois disso, ela tornou-se novamente um foco de luz multicolorida e lentamente foi desaparecendo na minha frente. Tudo isso passou-se em questão de uns cinco minutos aproximadamente.

Corri para o computador para escrever esse relato ainda sob o impacto da experiência com ela. Momento depois, chegou o editor da revista para a entrevista.

PS: Ela foi embora, mas o seu perfume e sua inspiração permaneceram em meu coração. Agora compreendo porque desde ontem fiquei com uma vontade forte de tomar um banho de cachoeira ou de sentar perto de algum lugar com muita água. Não era por causa do calor. Era por causa do poder das águas e de Yemanjá, a senhora dos oceanos de bem-aventurança. (5)

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

http://www.ippb.org.br

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HOJE EU SEI!
(Nada é em Vão, Tudo é Lição)
- Por Wagner Borges -
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Os meus dias no planeta não foram em vão.
Tudo o que vivi e tudo o que passei está dentro de mim.
Acertos e erros se tornaram lições preciosas.
Hoje eu sei!
Viver é mais do que só respirar, comer, beber e dormir.
Discernir é realizar e sentir-se pleno.
Aprender é honrar a Mãe Terra, pela chance de estar nela, mais uma vez…
Hoje eu sei!
Viver vale a pena!
Mas só reconhece isso quem vive realmente…
Viver não é teoria e só se aprende, vivendo…
Hoje eu sei!
Sentir o vento na pele e rir com gosto, não tem preço.
Viver é mais do que se imagina. É mais do que se percebe.
Não basta só respirar…
Hoje eu sei!
Dizem que esse planeta é de provas e expiações,
Mas, para quem sabe viver, tudo se transforma em lição.
Com os olhos da sabedoria, vê-se que na natureza tudo vibra…
Hoje eu sei!
Tudo brilha sob um poder incomensurável, que está em tudo.
O mesmo poder que faz as consciências espirituais descerem na Terra.
Tudo é lição. Viver vale a pena.
Hoje eu sei!
E só vivendo é que se sabe…
Quem sabe ver, reconhece e agradece.
Quem vive e realiza, honra a Mãe Terra.
Hoje eu sei!
Jundiaí, 01 de janeiro de 2008.
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Nota: Escrevi essa canção logo após ter conversado, fora do corpo, com um sujeito desencarnado bem divertido. Segundo sua narrativa, ele era muito brigão e reclamava de tudo. Com o tempo, aprendeu a valorizar as coisas da vida e, atualmente, está alegre e bem consigo mesmo. Ele me pediu para escrever algo sobre isso. Então, escrevi essas linhas, com minhas palavras, mas com a sugestão e alegria dele.
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ATÉ BREVE… NA VIDA ALÉM DA VIDA…
(Quando os Corações se Encontram no Grande Coração)
- Por Wagner Borges -
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Olá.
Em primeiro lugar, nada de dar o tradicional “meus pêsames” a vocês.
Não sei fazer isso, ainda mais sabendo que ninguém morre.
Nem tenho como mensurar a dor da perda de um filho.
E acho que os pais não deveriam passar por algo assim.
Nenhum filho deveria desencarnar antes de seus pais.
Mas, quem sou eu para dizer o que deve acontecer ou não.
Há leis maiores que transcendem os nossos sentidos comuns.
E há coisas que não sabemos aqui nesse plano terrestre.
Não tenho uma mensagem dele para confortar vocês.
Mas, se me permitem, tenho uma mensagem minha mesmo:
“A dor da perda só é processada quando há aceitação do fato.
Sem aceitação, não há nenhuma superação, só revolta e sofrimento.
Não posso provar para vocês que há vida após a morte.
Só posso contar o que vejo nas viagens espirituais.
Se eu pudesse, levaria vocês comigo numa delas.
Então, vocês veriam todo mundo vivo ‘do lado de lá’.
E depois, voltariam para o ‘lado de cá’, cheios de alegria e de vida.
Vocês ainda sentiriam falta do rapaz, mas administrariam isso bem melhor.
Pai e mãe, – se é que posso chamá-los assim -, também sou pai.
Assim como há um Pai de todos nós, que está em tudo.
E não estou falando de um cara ‘lá em cima’, mas dentro de cada coração.
É Nele que penso agora, por vocês e pelo seu filho, para iluminá-los.
Ah, como eu gostaria de abraçar a vocês, por seu filho, para curar essa dor…
Ele sabe que vocês o amam muito. E está bem vivo, mais do que nunca…
Não está dentro de cova alguma, pois nada segura o espírito, que é luz.
Ele quer que vocês se lembrem do olhar dele, com brilho e clareza.
Sim, é isso. O grande olhar límpido dele, tão conhecido de vocês.
E vocês sabem da generosidade dele e de seu gosto espiritual.
Pai e mãe, é isso. Algumas palavras podem curar. Ninguém morre!
Não tenho como dizer mais, mas sei que vocês compreenderão o essencial.
Nada de pêsames ou cemitério. O lance da luz é no coração. O amor é maior!
E vocês se encontrarão, na hora certa. Por enquanto, apenas aceitem e se curem.
Vocês são bons pais e ele é um bom filho. Então, está tudo bem.
Confiem nesse amor de vocês e toquem a vida, do melhor jeito possível.
Que O Grande Espírito abençoe essas linhas e leve luz a vocês.”
P.S.: Desculpem-me se não posso dizer mais do que isso, mas não tenho nenhuma autoridade espiritual para atravessar os caminhos fora do momento em que o Alto determinar. Só posso lhes dizer que o grande olhar brilhante do seu filho continua brilhando por aí, tão vivo quanto antes, como dever ser…
Paz e Luz.
São Paulo, 18 de dezembro de 2007.
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 Nota: Esses escritos foram direcionados para um casal que perdeu seu jovem filho único, assassinado durante um assalto em São Paulo. O rapaz freqüentava minhas palestras abertas sobre experiências fora do corpo e espiritualismo no IPPB. Em muitas delas o seu pai estava junto. Para dar uma levantada no astral dos pais, escrevi essas linhas e enviei-as por e-mail para eles. E foi bem legal. Tanto que eles passaram os escritos para outras pessoas que também perderam filhos.
Depois, conversando com o pai do rapaz e sabendo que esses escritos tinham feito bem para outras pessoas, pedi permissão a ele para repassá-los em aberto para todos. Então, estou veiculando-os e torcendo para que cheguem a outros pais e filhos.
Oxalá, essas linhas renovem outros corações por esse mundão de Deus…
Obs.: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto presente na introdução do excelente livro “Consciência Cósmica”, do médico e escritor inglês Richard Maurice Bucke, em que ele homenageia o filho, que havia ido morar “do lado de lá”, no ano anterior. É uma dedicatória interplanos, cheia de amor e admiração, que não fala de saudade mórbida, mas de ânimo e consciência luminosa. Então, para iluminar seus corações, reproduzo o texto na seqüência. 
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DEDICATÓRIA DA PRIMEIRA EDIÇÃO DO LIVRO “CONSCIÊNCIA CÓSMICA” – Por Richard Maurice Bucke -
(Dedicado a Maurice Andrews Bucke; 1868-1899)
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Querido Maurice:
Há um ano, nesse dia, na aurora da juventude, da saúde e da força, em um segundo, terrível e fatal acidente o levou para sempre desse mundo onde sua mãe e eu ainda vivemos. De todos os jovens que conheci, você era o mais puro, o mais nobre, o mais honrado, o de melhor coração. Na empresa da vida, você era laborioso, honesto, leal, inteligente e digno da mais ampla confiança. Como nos sentimos por ocasião da sua perda – como ainda nos sentimos – não o registraria, ainda que o pudesse. Desejo falar aqui de minha esperança confiante, não de minha dor. Eu diria que, mediante as experiências que constituem a base desse volume, aprendi que, a despeito da morte e da sepultura, apesar de você se achar além do alcance de nossa vista e audição, embora o universo sensorial testemunhe a sua ausência, você não está morto nem de fato ausente. Você permanece vivo e bem e não se acha longe de mim, nesse momento. Se me tivesse sido permitido, não entrar, mas – pela estreita fresta de uma porta entreaberta – lançar um rápido olhar nesse outro mundo divino, certamente eu poderia, então, estar apto para viver aquelas iluminadas palavras de Montana que o tempo apenas imprime cada vez mais profundamente em meu cérebro.
Agora, falta apenas um pouco mais para que estejamos juntos outra vez e, conosco estarão aquelas outras almas nobres e bem-amadas que partiram antes. Estou convencido de que o encontrarei e a elas também; você e eu conversaremos sobre mil coisas e também sobre aquele dia inesquecível e sobre tudo o que aconteceu depois; e perceberemos, claramente, que tudo fazia parte de um plano infinito que no seu todo era sábio e bom. Você me vê e aprova, enquanto escrevo essas palavras? Pode bem ser que sim. Você lê, bem dentro de mim, o que agora sinto e penso? Nesse caso, você sabe o quanto o queria enquanto viveu o que, aqui, chamamos de vida, e como se tornou ainda mais querido desde então.
Em razão dos liames indissolúveis de nascimento e morte, forjados entre nós pela natureza e pelo destino, por causa de meu amor e de minha tristeza, acima de tudo, em razão da confiança inextinguível e infinita que há em meu coração, dedico esse livro a você. Apesar de cheio de imperfeições, que o tornam indigno de sua aceitação, originou-se na certeza divina nascida da mais profunda percepção dos mais nobres membros de sua raça.
Até breve, meu querido rapaz!
- Seu Pai -
08 de dezembro de 1899.
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- Texto extraído da introdução do livro “Consciência Cósmica”, de Richard Maurice Bucke, publicado no Canadá em 1901. Trata-se da melhor obra já produzida sobre o fenômeno da expansão da consciência – também chamada de samadhi (do sânscrito).
Esse grande livro foi publicado pela primeira vez no Brasil pela Editora Rener, do Rio de Janeiro, em 1982. Posteriormente, foi publicado pela editora da Ordem Rosacruz – AMORC. É obra de referência sobre o tema da consciência cósmica.
Para mais detalhes sobre a obra, favor ver no site da AMORC: www.rosacruz.org.br.
Obs.: Há outro livro com o mesmo título, publicado pela editora Lorenz, de autoria de Rosabys Camaysar. É um bom livro, mas nem chega perto do tratado que o autor inglês realizou.
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Essa  mensagem, ajudou-me grandemente.

Coloco-a aqui…(com os devidos créditos), quem sabe, possa ajudar mais alguém.

Aquela Paz

Skaly

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