Posts de Janeiro, 2008
Obras de Omraam Mikhaël Aïvanhov
Publicado por skalybhur em Janeiro 28, 2008
“Quantas pessoas não há que, por detrás de uma fachada respeitável, moral, até espiritualista, alimentam pensamentos, sentimentos e desejos abomináveis e se comportam como animais! Porquê tal fingimento? É às entidades celestes que, todos os dias, cada um tem de dar contas. Se conseguirdes que elas tenham uma opinião favorável a vosso respeito, tudo será magnífico em vós e à vossa volta, ao passo que, se vos limitardes a conquistar, com fingimentos, a opinião favorável dos humanos, permanecereis com as mesmas fraquezas, a mesma mediocridade, expostos aos humores mutáveis da multidão que um dia grita: «Hossana, filho de David… Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!» e alguns dias depois: «Crucificai-o!» como fizeram com Jesus.
“Durante o inverno, o Arcanjo Gabriel concentra as suas energias na semente. Inversamente, na primavera, o Arcanjo Rafael liberta-as. E, para as libertar, primeiro ela faz morrer a semente, para que tudo o que ela contém possa sair e tornar-se raízes, caule, ramos, folhas, flores e frutos… E os frutos darão novas sementes. Até ali, a semente era uma criatura estática, paralisada, estagnada, talvez até durante milhares de anos, esperando por boas condições.
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Prelúdio
Publicado por skalybhur em Janeiro 3, 2008
Quando os sentidos falam, a mente se cala.
Quando a mente fala, a alma se cala.
Somente em total silêncio verbal e mental pode a alma falar.
E esse falar é profundo silêncio
- como o nascer do Sol,
- como a luz das estrelas,
- como o perfume das flores,
- como o amor do espírito,
- como os vastos desertos,
- como o cume das montanhas.
O colóquio da alma com Deus e o solilóquio da alma consigo mesma é a Voz do Silêncio.
Esse silêncio é plenitude.
Esse silêncio é presença.
Esse silêncio é Verdade.
A Verdade não pode ser pensada.
A Verdade não pode ser falada.
A Verdade só pode ser calada.
Quando a Verdade invade o homem, torna-se ele silêncio dinâmico como a alma do Universo, cujo profundo Ser transborda em vasto Agir.
E esse silencioso Ser, que parece ausência e vacuidade, é Infinita presença e transbordante plenitude.
O homem que ouviu a Voz do Silêncio é tão feliz que nenhum ruído externo o pode tornar infeliz. Todas as circunstâncias são dominadas por sua substância.
*
* *
Após o Egocídio
Meu era o dinheiro.
Meu era o corpo.
Meu era o intelecto.
Meu era isto.
Meu era aquilo.
Tudo era meu.
Só meu – e de mais ninguém.
E, para constar que tudo aquilo era meu,
Eu fazia seguros de vida e de bens,
Assinava, sobre estampilhas oficiais,
Com firma reconhecida,
Solenemente carimbado,
Que isto e aquilo era meu,
Meu somente…
Tamanha era a insensatez!
Tão inseguro era eu,
Que de tantos seguros necessitava!
Eu era senhor de tantos ”meus”?
Porque ainda ignorava o meu verdadeiro Eu,
Que não necessita de ”meus” nem de ‘’seguros”.
Identificava-me com o meu pseudo-eu,
Com o meu ego personal,
Que necessita de ”meus” e de ‘’seguros”,
Porque é um pseudo-eu muito inseguro…
Quem de tudo isto necessita
É um necessitado, um pobre indigente.
Agora, porém, que ultrapassei o meu pseudo-eu,
Aboli quase todos os ”meus”.
Também, para que ainda defender os fortins de ”meus”,
Depois que se rendeu a fortaleza do pseudo-eu?
Aqueles ”meus” só tinham uma razão de ser:
Garantir a existência do falso eu.
Mas agora que o falso eu morreu,
Agora que cometi o arrojado egocídio do ego -
Para que ainda manter esses velhos fortins,
Que o ego erguera em sua defesa?
Para que fortificar ainda o cadáver do ego?
.
Naquele tempo, toda a segurança me vinha de fora,
Da parte desses ”meus”.
Hoje, toda a minha segurança me vem de dentro,
Da alma do meu divino Eu.
Se sente seguro até o pequeno ego
E reviveu no Eu.
Se o ego não morresse,
Ficaria estéril;
Mas agora que morreu para si,
E ressurgiu no Eu -
Produz muito fruto…
Huberto Rohden
Do Livro a Voz do Silêncio
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Os poemas deste livro ‘A Voz do Silêncio’ de Huberto Rohden (Editora Alvorada) , devem ser saboreados em profundo silêncio, de alma para alma. Não nasceram da mente, e não devem ser mentalizados. Quem os vive e vivencia entra em solilóquios místicos com sua alma e em colóquios cósmicos com Deus. Envolverá num halo de poesia a sua vida e permeará do elixir da imortalidade sua alma.
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Adorei ler este livro .
Coloco aqui alguns poemas de Huberto Rohden que mais me tocaram a alma. Vale a pena ler.
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